
- O risco no patrocínio começa na assinatura, não na ativação
- AFA e FC Barcelona mostram por que reputação vale mais que receita
- Due diligence é uma decisão estratégica, não apenas jurídica
Encerrar um patrocínio antes do fim é doloroso e caro.
Dinheiro, esforço e confiança são investidos nas parcerias, mas, em alguns casos, permanecer até o final pode ser ainda mais custoso ou arriscado.
Existem vários motivos para uma rescisão antecipada, mas risco reputacional e dificuldades financeiras estão entre os mais comuns.
Analisar o histórico da propriedade e conversar com patrocinadores atuais pode ajudar a reduzir esses riscos, embora não seja possível eliminá-los completamente.
Neste ano de Copa do Mundo da FIFA, o patrocinador da AFA, a Socios, anunciou publicamente que suspenderia os pagamentos e pediu a renúncia do presidente da AFA.
Desde 2021, a plataforma blockchain pagou mais de USD 9 milhões à AFA, mas investigações indicam que menos de USD 500 mil chegaram efetivamente à federação, com o restante destinado a intermediários.
O CEO da Socios também convocou outros patrocinadores da AFA, como Adidas, American Express e Coca-Cola, a seguirem o mesmo caminho.
Propriedades esportivas podem facilmente se ver em situações semelhantes.
Na semana passada, o FC Barcelona rescindiu um contrato com a empresa cripto Zero-Knowledge Proof (ZKP), apenas dois meses após o anúncio de um acordo de três anos.
O motivo?
Risco reputacional, após a descoberta de que Andrew Tate, ex-kickboxer que responde a diversos processos criminais, era proprietário da ZKP.
Como executivos de marketing e patrocínio, não podemos controlar as ações dos nossos parceiros, mas podemos:
✓ Antecipar riscos e discutir o que pode dar errado durante a negociação
✓ Realizar análises aprofundadas de background, aspectos legais e compliance
✓ Exigir cláusulas de ética, responsabilidade, conformidade e rescisão
✓ Conversar com parceiros atuais sobre a relação e possíveis conflitos
✓ Solicitar que uma parte relevante do fee seja paga no momento da assinatura
“Leva-se 20 anos para construir uma reputação e cinco minutos para destruí-la”, como alertou Warren Buffett.
Melhor prevenir do que remediar.
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